A declaração é da Superintendente de Fiscalização da Agência Nacional de Águas – ANA, Flávia Gomes de Barros. Ela destacou que ações determinadas pela agência tem o objetivo de diminuir os riscos que o reservatório cheio proporcionam para a população da região do Seridó. Além disso, desde 2016 a ANA determinou que seja feito um estudo técnico para avaliar a situação de estabilidade da barragem seridoense.

“Eu entendo a preocupação de todo mundo, ninguém quer abrir reservatório sem necessidade, as ações na barragem são para minimizar os riscos. Dessa forma, na hora que chegar na cota 185 a ANA determinou que a Semarh abra as duas comportas. Para não abrir, a própria Semarh precisar enviar para nós um documento dizendo qual a cota que dá garantia para não acontecer nenhum problema”, explicou Flávia Gomes.

De acordo com ela, “a barragem está em nível de alerta, não é ainda emergência. Nós queremos uma garantia mediante estudo. Ela vai romper? Deus queira que não e nós pedimos que não rompa. Não temos uma avaliação profunda. Abrir as comportas é perder água e ninguém está satisfeito com isso, o ideal seria que não chegasse a esse ponto de perder água. Porém, precisamos minimizar os riscos, para que ela não fique tão cheia e os riscos sejam maiores”, enfatizou a superintendente.

Na determinação da ANA de 2016 é pedido a elaboração de um estudo técnico para avaliar a situação de estabilidade da barragem e situação das anomalias existentes e indicação do nível máximo operacional permitido, bem como as medidas adotadas para a garantia da segurança da barragem.

“No dia que esses estudos chegarem e a ANA tiver um documento que informe a garantia e qual o nível de segurança de barragem a gente aceita não abrir as comportas, mas desde que tenha esse documento. Sabemos que é um desperdício, não estamos satisfeitos com essa alternativa, mas é a opção que nós temos hoje”, finalizou Flávia.