A recuperação e manutenção de áreas em que ainda há vegetação nativa foi a prioridade apontada pela maioria dos participantes da oficina do Projeto de Macrozoneamento Ecológico-Econômico da Bacia Potiguar do Rio Piranhas-Açu (MZPAS) realizada nesta terça-feira (3), no campus do IFRN de Macau. O evento abriu o segundo ciclo de debates do projeto, que definirá diretrizes prioritárias para disciplinar as atividades na bacia do principal rio do estado, de forma a conciliar desenvolvimento econômico e conservação ambiental.

Os debates em Macau definiram 28 diretrizes prioritárias sobre o uso das águas do Piranhas-Açu para o consumo humano e na economia da região; preservação e expansão da cobertura vegetal; combate à erosão do solo e ao assoreamento do rio; e diversificação das atividades produtivas – agropecuária, mineração, geração de energia, agricultura familiar e turismo, entre outras –, com ênfase no desenvolvimento sustentável.

O MZPAS faz parte do Projeto Integrado de Desenvolvimento Sustentável do RN – o Governo Cidadão – realizado pelo Governo do Estado com recursos do empréstimo do Banco Mundial. Nesse novo ciclo, agentes públicos e representantes da sociedade civil debatem mais de uma centena de propostas surgidas na primeira rodada de oficinas, que diagnosticou, em julho passado, os problemas e potenciais da bacia integrada por 45 municípios. “É uma questão estratégica para o Rio Grande do Norte. Por isso, é fundamental a participação da sociedade civil organizada”, acentuou Eudes Cabral, que representou o secretário de Gestão de Projetos e Metas, Fernando Mineiro, coordenador do Governo Cidadão.

As oficinas prosseguem nesta quarta-feira (4), em Assu, e na quinta (5), em Caicó. Na próxima semana, será a vez de Parelhas (dia 10), Currais Novos (11) e Lagoa Nova (12), fechando os debates nos seis municípios-polo da bacia do Piranhas-Assu. Segundo a empresa Cobrape, contratada pelo Governo do RN para elaborar o MZPAS, as propostas serão consolidadas em documento final que deverá ficar pronto em abril/2020, instituindo diretrizes e políticas públicas para assegurar sua execução.

A oficina em Macau teve a participação de técnicos do Governo Cidadão, Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Instituto de Gestão das Águas (Igarn) e Agência de Fomento do RN (AGN), além de representantes da sociedade civil e das prefeituras de Macau, Pendências e Porto do Mangue.